Por José Eduardo
Quero deixar claro que antes de conhecê-lo obviamente eu não agia assim, e que mesmo depois de ter tido o encontro milagroso com ele, ainda peco neste sentido – “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” (Romanos 7.19). Há muito o que melhorar em mim. Um convite tem sido feito a nós todos os dias, está lá nas Escrituras – “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12.2).
Na contramão está o mundo e quando me refiro à mundo falo do presente mundo (era, século ou tempo presente) que nós vivemos. Temos uma tendência a fazer comparações com épocas que nunca as vivenciamos. Isto pode ter uma relação por de alguma forma conseguirmos enxergar que algo está errado nos tempos atuais, mas comparações não nos ajudam em nada. Se tivermos que fazer comparações com o tempo em que vivemos que façamos com Cristo. Mas este é um caminho que nos confronta, pois podemos passar a perceber que eu faço parte, tomo a forma, sou conivente ou até mesmo sou responsável pela degeneração que criticamos.
A razão pela qual eu me concentro em Jesus Cristo reside no fato dele ser meu modelo, meu alvo (Hebreus 12.2), mesmo que eu possa vacilar (Romanos 7.19). E por falar em vacilar, não estou me regozijando nisto, mas preciso ser claro a respeito de minhas limitações que são vencidas pelo árduo desejo de vê-las esmagadas pela cruz. A razão pela qual eu me concentro em Jesus Cristo também reside no fato de estar cansado de andar em círculos de comportamentos viciosos. Meu irmão e minha irmã, estamos todos sujeitos a isto e é por isso que devemos nos concentrar em Jesus Cristo, pois ele é o único capaz de nos modificar. Isto não é um juízo velado, mas uma palavra de ânimo, como Deus deu a Israel por meio de Ezequiel quando a nação era comparada a um vale de osso (Ezequiel 37.1-14) e Deus disse: “Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.” (Ezequiel 37.9). Que magníficas são estas palavras de ânimo, de sabermos que depois da morte espiritual vem a vida de Deus.
E por último, a razão pela qual eu me concentro em Jesus Cristo reside no fato de que ele começou uma grande e excelente obra em mim: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Filipenses 1.6). Aqui pode morar um perigo nas mentes de pessoas se usurpam de um orgulho. Há aqueles que fazem questão de usarem esta passagem para causar intrigas com outras pessoas, como quem diz: - veja o que Deus fez comigo. As pessoas têm se ferido nos seus relacionamentos interpessoais e decidiram fazer vingança e estão usando a fé que dizer professar como instrumento para tal. Ora, este não é o papel a ser exercido por nós, os da fé. Se Jesus é o nosso exemplo, veja o que se lê sobre ele: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, (Filipenses 2.5-6). Ele foi humilde e nossa salvação e fé devem estar no mesmo nível do mestre.
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Os textos bíblicos utilizados aqui foram extraídos da ACF (Almeida Corrigida Fiel)